Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]




As obrigações da civilização global

por Luís Naves, em 28.11.15

As alianças de nações fortes têm a obrigação de controlar as mais fracas, sendo isto válido para regiões ou estados falhados, crises humanitárias ou crimes ecológicos. As guerras são globais, embora pareçam confinadas a espaços geográficos limitados. Globais no sentido de poderem ultrapassar as fronteiras dos países envolvidos, como tantas vezes aconteceu na história, mas sobretudo ao longo do século XXI. A insurreição de pastores num deserto pouco habitado pode tornar-se num problema geral. Por isso, não há guerras inofensivas, e por isso são urgentes as operações policiais de pacificação. Nos dois séculos passados, as nações guerreavam por recursos e para manterem a supremacia ideológica, o que hoje é ainda válido de certa forma, mas muito menos, pois os recursos perderam peso e as ideologias são uma amálgama. O futuro será a ausência de conflitos militares entre nações ou alianças, significando que a violência se exerce por outros meios. Daí que para a civilização global, que inclui a maioria do planeta habitado, qualquer guerra seja algo que vem de fora e que só se poderá expandir para dentro das nossas fronteiras. Sabemos que uma escaramuça remota pode ser o terrorismo de amanhã, que uma obscura desavença religiosa se pode transformar na falha tectónica que ameaçará a própria civilização. As guerras não se combatem apenas com soldados, mas com economia, leis, tecnologia, cultura e ideias. As alterações climáticas deslocaram vastas massas de gente e esbatem-se as ideologias que em vão tentam travar a modernidade. Em certos locais do mundo, as instituições colapsam e para os habitantes destas calamidades só resta a alternativa da fuga. 

Autoria e outros dados (tags, etc)



Arquivo

  1. 2016
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2015
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D