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Dinheiro

por Luís Naves, em 27.01.16

Não deixo de me espantar quando, ao ver filmes antigos, alguém saca de uma bolsa e paga a despesa com notas ou moedas. Poucas pessoas hoje sabem o que era esse dinheiro físico e, portanto, é difícil imaginar a ansiedade da personagem que perdeu a carteira com dinheiro (e quantos filmes antigos são baseados numa história desta forma: uma mala cheia de dinheiro perde-se e o herói tenta recuperar a fortuna perdida, vivendo diversas peripécias). Devia ensinar-se na escola, mas os nossos avós usavam pequenos rectângulos de papel para pagar compras. Há cem anos, podiam ser feitos pagamentos usando cartões de plástico e até telemóveis, mas a forma comum era por intermédio de dinheiro físico, marcado em pedaços de papel, que circulava de mão em mão. Já estou a imaginar as expressões de horror de quem me lê, a perplexidade dos leitores com uma coisa suja que passava de mão em mão, mas era mesmo assim. Os rectângulos chamavam-se notas de banco e podem ser observados em museus ou colecções de antiguidades. Tinham símbolos dos países que emitiam esse dinheiro e complexas formas que serviam de segurança, para evitar imitações, que eram aliás fáceis de fazer. Fabricar moeda falsa era um crime grave e também há muitas velhas histórias em torno dessa actividade.

O dinheiro em circulação tinha de ser calculado e, por vezes, havia dificuldade em trocar as quantias exactas, recorrendo-se a objectos redondos, chamados moedas, fabricados em metal e que tinham valor inferior às notas. É uma situação que raramente se encontra em filmes ou romances antigos, mas a minha avó contava-me que por vezes não havia moedas nas lojas e tornava-se difícil receber o excedente do pagamento, os chamados trocos (pelo menos foi assim que ela me contou que acontecia). Também falou no incómodo de ter muitas moedas no bolso. As moedas e notas deixaram de ser usadas após o grande vandalismo, nos anos 30, e a singularidade, em meados do século passado, mas o uso do telemóvel para fazer pagamentos já existia na primeira década do século XXI. São curiosidades, enfim, de uma era que já lá vai.

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