Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]




Utopias espaciais

por Luís Naves, em 29.11.15

401897_334171933352694_1978481808_n.png

 

Gosto de explorar velhas colecções de imagens e de textos sobre como o passado imaginava o futuro. Há 150 anos, nos anos 50 e 60 do século XX, esteve na moda a ideia da colonização de Vénus e de Marte, os dois planetas que, nesse tempo, pareciam poder albergar a civilização humana. Vénus era imaginada como imensa floresta pantanosa e quente; Marte era um deserto onde os humanos poderiam subsistir com equipamentos rudimentares de respiração. Só nos anos 70 ou 80 do século XX esta literatura popular abandonou as facilidades: afinal, Vénus era o inverso do que se imaginara: não havia mulheres sensuais nem oceanos rasos; não havia répteis monstruosos, plantas devoradoras de homens ou estranhas florestas labirínticas, apenas um efeito de estufa infernal que evaporara toda a água da superfície. A desilusão em relação a Marte foi semelhante, depressa a cultura popular percebeu que o planeta perdera grande parte da sua atmosfera e que tentar respirar na superfície seria uma rápida condenação à morte. Os planos para terraformar Vénus avançam devagar, são mais complicados do que se pensava. O planeta Marte talvez possa ser alterado, mas o custo é proibitivo. Onde estão as utopias espaciais do nosso tempo? Em 2115, sonhamos com a descoberta de planetas extrassolares habitáveis e já existem candidatos, o mais próximos dos quais a 30 anos-luz de distância, bagatela cósmica que uma grande nave de tecnologia actual levaria pelo menos 600 anos a transpor.

Autoria e outros dados (tags, etc)



Arquivo

  1. 2016
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2015
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D